Quando as Torres Gêmeas desabaram, elas lançaram uma nuvem de poeira tóxica sobre o sul de Manhattan e provocaram incêndios que duraram meses, liberando fumaça cancerígena no ar.
Nos meses e anos seguintes, milhares de socorristas foram diagnosticados com doenças relacionadas à sua atuação no “Marco Zero”, segundo o Programa de Saúde do World Trade Center. Muitas dessas doenças foram fatais, levando à morte mais de 600 integrantes do Corpo de Bombeiros de Nova York e mais de 450 policiais do Departamento de Polícia de Nova York.
Essas toxinas também foram associadas a doenças em milhares de pessoas que trabalhavam, moravam ou frequentavam escolas na área do desastre, consideradas sobreviventes, segundo o programa.
Em 2010, o Congresso aprovou a criação do Programa de Saúde do World Trade Center para oferecer tratamento gratuito a socorristas e sobreviventes com problemas de saúde relacionados ao ataque em Nova York e aos locais associados no Pentágono e em Shanksville, na Pensilvânia.
Desde a criação do programa, o número de pessoas em busca de assistência disparou. Logo no primeiro ano, cerca de 60 mil sobreviventes e socorristas se inscreveram. Até 2026, esse número mais do que dobrou, chegando a aproximadamente 154 mil.
Na última década, o número de participantes do programa diagnosticados com câncer registrou um aumento impressionante de 912%, segundo dados divulgados pelo próprio programa. Até junho, 57.044 participantes haviam recebido o diagnóstico de câncer.
