Há acontecimentos que pertencem à história porque ocorreram no passado. Outros, porém, parecem dividir o próprio tempo em um “antes” e um “depois”. O 11 de setembro de 2001 pertence a essa segunda categoria. Vinte e cinco anos depois, ainda é possível perceber suas consequências na política internacional, nas guerras, na segurança, na tecnologia e até na maneira como as sociedades ocidentais passaram a olhar o mundo.
Naquela manhã de terça-feira, os Estados Unidos pareciam viver mais um dia comum. Às 8h46, um avião da American Airlines, sequestrado por integrantes da organização terrorista Al-Qaeda, atingiu a Torre Norte do World Trade Center, em Nova York. Poucos minutos depois, às 9h03, outro avião atingiu a Torre Sul. A partir daquele momento, o que inicialmente poderia parecer um acidente transformou-se, diante das câmeras de televisão, em um dos acontecimentos mais dramáticos do século XXI.
Às 9h37, um terceiro avião atingiu o Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, em Washington. Um quarto avião, o United Airlines 93, também havia sido sequestrado. Entretanto, seus passageiros e tripulantes reagiram. A aeronave caiu na Pensilvânia, às 10h03, antes de alcançar o seu provável alvo.
Às 9h59, a Torre Sul desabou. Às 10h28, caiu a Torre Norte. Nova York mergulhou em uma nuvem de poeira, fumaça e destroços. O mundo acompanhava, praticamente em tempo real, imagens que rapidamente se transformariam em memória histórica.
