O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, recuou em agosto deste ano e registrou deflação maior do que a esperada pela maioria das projeções do mercado financeiro, segundo dados divulgados nesta sexta-feira, 11, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No mês passado, o país registrou deflação de 0,32% na comparação mensal. A média das estimativas dos analistas era de uma deflação de 0,29%. Em julho, segundo o IBGE, a inflação foi de 0,07% - houve, portanto, uma queda de 0,39 ponto porcentual de um mês para o outro.
Já na base de comparação anual, o indicador ficou em 4,22%, ante 4,44% do mês anterior. A média das projeções do mercado apontava um IPCA anual de 4,27%.
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Em linhas gerais, chama-se de deflação a queda média de preços de produtos e serviços, que ocorre de forma contínua. Trata-se de uma “inflação negativa” - ou seja, abaixo de zero.
Ainda segundo o IBGE, no acumulado dos primeiros oito meses do ano, o IPCA ficou em 3,11%.
De acordo com o Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta de inflação para este ano é de 3%. Como há um intervalo de tolerância de 1,5 ponto porcentual para cima ou para baixo, a meta será cumprida se ficar entre 1,5% e 4,5%.
