O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, tem até esta sexta-feira (11) para se manifestar, caso queira, no âmbito das duas decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que questionam a permanência dele no cargo.
O prazo termina por volta das 18h, visto que o presidente da Corte, Edson Fachin, publicou a decisão nesta quarta (9), ocasião em que deu 48 horas para o fim do prazo.
"Intime-se o Sr. Andrei Augusto Passos Rodrigues, para, em 48 (quarenta oito) horas, querendo, prestar informações, prazo após o qual sua permanência na Direção-Geral da Polícia Federal, à luz do disposto no art. 33, parágrafo único da LOMAN [Lei Orgânica da Magistratura Nacional], será apreciada por esta Presidência", dizia um dos trechos da decisão.
Andrei e Leandro Almada, da Diretoria de Inteligência da PF, foram afastados dos cargos por uma decisão do ministro André Mendonça. Em seguida, o ministro Flávio Dino reconduziu a cúpula da PF. Até que o presidente da Corte suspendeu as duas decisões (entenda mais abaixo).
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André Mendonça sustentou que o afastamento cautelar de Andrei Rodrigues foi necessário porque haveria, entre outras coisas, indícios de uso indevido da estrutura de inteligência da Polícia Federal para monitorar ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e outras autoridades, por meio de relatórios que o ministro classificou como tecnicamente frágeis, anônimos e incompatíveis com a atividade de inteligência.
Termina nesta sexta prazo para diretor da PF se manifestar sobre ação que pede afastamento dele do cargo
