Há um ano, em 11 de setembro de 2025, a 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenava o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos e três meses de prisão por crimes relacionados a uma suposta tentativa de golpe de Estado depois das eleições de 2022.
Bolsonaro cumpriu parte da pena em regime fechado na Papudinha, entre janeiro e março de 2026, antes de obter prisão domiciliar por razões de saúde. Desde então, o ex-presidente passou a cumprir pena em casa, enquanto seu filho mais velho, o senador Flávio Bolsonaro (PL), se lançou à disputa pela Presidência da República.
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A decisão da sentença foi tomada por 4 votos a 1. O relator, ministro Alexandre de Moraes, foi acompanhado por Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. Luiz Fux foi o único a votar pela absolvição do ex-presidente e de outros réus em relação à maior parte das acusações.
Bolsonaro foi condenado por organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e ameaça grave e deterioração de patrimônio tombado.
Como os ministros votaram
Em seu voto, que durou cerca de cinco horas, Moraes apontou Bolsonaro como líder de uma organização que, segundo a acusação, pretendia impedir a posse do governo eleito em 2022. O ministro citou a minuta de um decreto, reuniões com militares, o financiamento de acampamentos em frente a quartéis e o chamado Plano Punhal Verde e Amarelo.
