A expansão dos biocombustíveis no Brasil deve provocar mudanças que vão além do mercado de energia. O crescimento do etanol de milho e do biodiesel tende a ampliar a oferta de ingredientes para alimentação animal e pode reforçar uma das principais vantagens competitivas do país na produção de carne bovina, suína e de frango.
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A avaliação consta de relatório divulgado pelo RaboResearch, do Rabobank. Segundo o estudo, o Brasil passa por uma transformação marcada pela expansão dos biocombustíveis, pelo aumento da produtividade agrícola e pelo maior processamento de grãos dentro do país. O resultado é uma oferta mais ampla e diversificada de matérias-primas para rações.
Historicamente concentrada em milho e farelo de soja, a alimentação animal brasileira começa a incorporar em maior escala alternativas como DDGS, coproduto da fabricação de etanol de milho, e sorgo.
A mudança é especialmente importante porque a alimentação representa a maior parcela dos custos de produção das principais proteínas animais.
Biodiesel pode aumentar oferta de farelo de soja
Um dos movimentos analisados pelo Rabobank é o avanço do biodiesel. A Lei do Combustível do Futuro prevê que a mistura obrigatória do biocombustível ao diesel alcance 20% até 2030.
