A inflação oficial do Brasil caiu 0,32% em agosto, depois de ter subido 0,07% em julho. É medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). O resultado foi divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta 6ª feira (11.set.2026). Eis a íntegra (PDF - 421 kB)
No ano, o IPCA acumula alta de 3,11%. Em 12 meses, o índice ficou em 4,22%, abaixo dos 4,44% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em agosto de 2025, a inflação havia recuado 0,11%.
A queda do índice em agosto foi influenciada principalmente pelos grupos Habitação, que recuou 1,87%, Transportes, com baixa de 0,86%, e Alimentação e bebidas, que caiu 0,34%.
HABITAÇÃO
O grupo Habitação teve a maior deflação para um mês de agosto desde o Plano Real, com recuo de 1,87%. O resultado foi influenciado principalmente pela energia elétrica residencial, que caiu 7,63% e teve impacto de -0,33 ponto percentual no IPCA.
A queda ocorreu por causa da incorporação do Bônus de Itaipu, creditado nas faturas emitidas em agosto. A bandeira tarifária amarela permaneceu em vigor no mês, com adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.
TRANSPORTES
Transportes recuou 0,86%, com queda de 13,17% nas passagens aéreas e de 0,91% nos combustíveis.
O etanol caiu 3,95%, o óleo diesel recuou 0,80% e a gasolina teve baixa de 0,59%. O gás veicular, por outro lado, subiu 2,62%.
ALIMENTAÇÃO
Alimentação e bebidas caiu 0,34% em agosto, depois de recuar 0,67% em julho.
