A Polícia Federal identificou indícios de uma triangulação financeira de R$ 6,1 milhões envolvendo empresas e entidades ligadas à empresária Karina Gama, da produtora Go Up Entertainment, responsável pelo filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ela foi um dos alvos da operação realizada pela corporação na 5ª feira (10.set.2026).
A movimentação envolve o contrato com a prefeitura de São Paulo para instalação de pontos de wi-fi. Saiba mais sobre o contrato nesta reportagem do Poder360.
A investigação da PF está presente na decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, que autorizou a operação. O deputado Mario Frias (PL-SP) foi um dos alvos. Eis a íntegra (PDF - 886 kB).
De acordo com o magistrado, o dinheiro saía do Instituto Conhecer Brasil e era repassado a empresas terceirizadas. Essas companhias, depois, faziam transferências para a Academia Nacional de Cultura. Tanto o ICB quanto a ANC são de propriedade de Karina.
Em sua decisão, Dino disse que a ANC aparece repetidamente como destinatária de recursos provenientes de diferentes empresas financiadas pelo ICB.
“Constata-se registros do envio de um total de R$ 6.175.273,64 para a ANC, o que, novamente, torna curioso o não recebimento de comunicações simétricas referentes às contas da mencionada organização da sociedade civil, notadamente considerando que ela não tem fins lucrativos”, disse Dino.
