Durante anos, o tenente Conrad Matos não conseguia assistir a nenhuma reportagem sobre os ataques terroristas de 11 de Setembro. Como paramédico do FDNY, o Corpo de Bombeiros da cidade de Nova York, ele viveu aquilo e não precisava rever a devastação. O que viu durante os trabalhos de recuperação e limpeza no Ground Zero já estava gravado em sua mente.
Mas, com o passar dos anos, outra coisa começou a ocupar espaço em sua cabeça: um tumor que, mais tarde, acabaria sendo relacionado à sua atuação no Ground Zero.
“Fiquei seis meses”, disse ele. “Continuei voltando para lá para ajudar porque sempre achei que havia esperança e que deveria haver alguém que ainda pudesse ser encontrado, mas não havia ninguém. Tudo o que continuávamos encontrando eram partes de corpos.”
Já se passaram 25 anos desde que dois aviões atingiram as Torres Gêmeas, em Lower Manhattan, e as pessoas continuam adoecendo em decorrência de doenças relacionadas aos trabalhos de recuperação e limpeza no Ground Zero.
O ataque matou quase 3.000 pessoas em 11 de Setembro, desde o World Trade Center, em Nova York, passando pelo Pentágono, em Washington, D.C., até um campo em Shanksville, na Pensilvânia. Atualmente, acredita-se que o número de pessoas que morreram desde os ataques em decorrência de doenças relacionadas ao 11 de Setembro já tenha ultrapassado, com folga, esse total.
