A Polícia Federal afirmou, em relatórios enviados ao Supremo Tribunal Federal, que Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, teria bancado viagens e jantares internacionais para 2 funcionários do Banco Central. As informações são dos repórteres Raphael Di Cunto, Laura Intrieri e João Gabriel, do jornal Folha de S.Paulo.
Os 2 funcionários em questão, Belline Santana e Paulo Sérgio Neves de Souza, já haviam sido apontados pela PF como interlocutores frequentes do banqueiro. Segundo as investigações, ambos prestavam uma “consultoria informal” a Vorcaro e atuavam em favor do Master, que, como banco, estava submetido à supervisão do BC. Ambos foram afastados pela autarquia.
Em março deste ano, o ministro do STF André Mendonça determinou que Belline e Paulo Sérgio fossem monitorados por tornozeleira eletrônica. Na 5ª feira (10.set.2026), o ministro determinou o fim do sigilo de parte dos documentos envolvendo o Banco Master. A decisão seguiu um pedido do presidente da Corte, ministro Edson Fachin.
Com o fim do sigilo, mais detalhes da relação entre Vorcaro, Belline e Paulo Sérgio vieram à tona. De acordo com a PF, Belline, que era chefe de Supervisão Bancária, teria tido parte das despesas de uma viagem a Paris com a mulher financiada por Vorcaro. O fundador do Master também teria bancado uma viagem de Paulo Sérgio para a Disney, nos Estados Unidos.
