O chanceler alemão e líder da União Democrata-Cristã (CDU), Friedrich Merz, participa de entrevista coletiva em Berlim, um dia após as eleições estaduais na Saxônia-Anhalt, nesta segunda-feira (7).
REUTERS/Axel Schmidt
O primeiro-ministro da Alemanha, Friedrich Merz, acusou o partido de extrema direita AfD de buscar uma "limpeza étnica" no país por meio de suas políticas anti-imigração, e em resposta a sigla processou o premiê por difamação.
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Em discurso no Parlamento alemão, Merz criticou a política de "remigração", de retorno de imigrantes a seus países de origem. Ele também acusou a AfD de apoiar políticas anti-UE movidas pela Rússia.
“Se aquilo que está sendo defendido aqui, ou seja, a ‘remigração’, se tornasse realidade, não seria nada além de um sinônimo de limpeza étnica baseada em origem e cor da pele”, disse Merz, em resposta a um discurso anterior da copresidente da AfD, Alice Weidel.
Em resposta, a AfD denunciou o premiê ao Ministério Público de Berlim pelo crime de difamação, afirmou o deputado ultradireitista Stephan Brandner. O órgão ainda não havia se pronunciado sobre a denúncia até a última atualização desta reportagem.
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Brandner afirmou que a fala de Merz é um "completo absurdo" e "inaceitável", e criticou o fato do premiê não ter sido punido pela presidência do Parlamento por sua declaração.
"Não queríamos aumentar a escalada, mas não há outra alternativa.
Merz acusa extrema direita de buscar 'limpeza étnica' na Alemanha, e AfD processa premiê
