Como tantas outras pessoas afetadas pelo 11 de Setembro, Michael Tuohey vive com perguntas sem resposta.
Como agente de atendimento ao cliente de uma companhia aérea, Tuohey ajudou dois dos sequestradores a fazer o check-in de seus voos no Aeroporto Internacional de Portland, no Maine, ponto de partida de uma viagem que terminaria com o voo 11 da American Airlines colidindo com a Torre Norte do World Trade Center.
Outro avião atingiu a Torre Sul, seguido por um terceiro que se chocou contra o Pentágono e um quarto que caiu na Pensilvânia. Cerca de 3.000 pessoas morreram. O dia representou um ataque sem precedentes, que deixou dezenas de milhares de cônjuges, pais e filhos enlutados e chocou o mundo.
Os acontecimentos de 11 de setembro, no início do primeiro mandato do presidente George W. Bush, transformaram profundamente a política de segurança nacional dos Estados Unidos e deram início a guerras que duraram décadas e nas quais mais de 900 mil pessoas morreram, principalmente no Iraque e no Afeganistão.
Eles também mudaram o rumo da vida de indivíduos, levando alguns filhos de vítimas a seguir os pais em carreiras de emergência, enquanto outros foram conduzidos para as áreas militar, médica ou de serviço público. Sobreviventes, equipes de emergência e milhões de americanos ainda lidam com o legado daquele dia.
Uma manhã de rotina para Tuohey na Nova Inglaterra mudou quando Mohammad Atta e Abdul Aziz al Omari chegaram apenas meia hora antes do voo.
