A equipe de “Morte e Mistério na Amazônia”, nova série documental da HBO Max que estreou na quinta-feira (10), precisou deixar a região do Alto Rio Negro às pressas após ser ameaçada de morte durante as gravações da produção.
Em entrevista à CNN Brasil, a diretora Tatiana Issa contou que o risco surgiu quando o homem foco do documentário, Tatunca Nara, percebeu que a produção pretendia confrontá-lo com informações e documentos levantados pela investigação sobre a versão dos fatos ocorridos entre as décadas de 1970 e 1980 na Amazônia. O homem defende, até hoje, a existência de uma “cidade perdida” na floresta, chamada de Akakor.
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De acordo com ela, a equipe havia acabado de realizar uma entrevista quando percebeu que havia uma ameaça real ali.
“A gente teve que sair da Amazônia, corrido, fugido de madrugada no barco”, contou. “Tínhamos acabado de fazer uma entrevista quando a gente entende que está sendo ameaçado ali, de morte. Tivemos que sair correndo. Foi uma operação de entrar no barco e sair às pressas de madrugada. Foi muito perigoso e complexo essa produção”, relatou.
Foi a primeira vez em que Tatunca concedeu uma entrevista longa, apresentando sua versão dos fatos.
