Na manhã de 11 de setembro de 2001, Sekou Siby deveria estar a 107 andares acima de Manhattan, supervisionando a estação de comidas frias do café da manhã no icônico restaurante Windows on the World.
Em vez disso, ele estava em casa, na cama, ao lado de sua esposa grávida. Alguns dias antes, Siby havia trocado de turno com Moisés Rivas, um músico equatoriano de vinte e poucos anos que tocava em uma banda nos fins de semana. Rivas precisava de folga no domingo, então Siby o substituiu. Na terça-feira, Rivas retribuiu o favor e assumiu o lugar de Siby na cozinha.
Naquela manhã fatídica, Siby foi acordado por um telefonema frenético da esposa de um colega de trabalho e ligou a TV para ver a Torre Norte em chamas. Mais tarde, ele soube que Rivas era uma das mais de 2.700 pessoas mortas no World Trade Center, no ataque terrorista mais mortal da história americana.
Para Siby, que é originário da Costa do Marfim, a dimensão da perda era incompreensível.
“Você não consegue imaginar perder toda a equipe da manhã, todas as pessoas com quem você costumava interagir, todas sumiram”, disse ele à CNN. “Você não é um soldado para estar preparado para algo assim. Você é apenas um simples trabalhador.”
Siby tinha 36 anos na época, e a tragédia mudou completamente o rumo de sua vida. Ele também lutou contra a culpa do sobrevivente pela morte de seu colega de trabalho mais jovem e de tantos outros colegas.
“Todos eles se foram. Tenho que conviver com isso”, disse ele. “Por que eles?
