A Polícia Federal afirma ter reunido indícios de que Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, soube antecipadamente que seria alvo de uma operação policial e articulou uma série de ações nos dias anteriores à prisão, em 17 de novembro de 2025.
Em documento que integra as investigações da operação Compliance Zero, a corporação diz ser “improvável” que a tentativa de deixar o Brasil na noite anterior ao cumprimento dos mandados tenha sido uma coincidência.
A PF já havia registrado, em representação apresentada ao Supremo Tribunal Federal em fevereiro, que Vorcaro teve “acesso prévio a informações relacionadas à realização de diligências investigativas” e fez anotações e comunicações sobre autoridades e procedimentos ligados às apurações.
O ministro André Mendonça retirou na 5ª feira (10.set.2026) o sigilo da PET (Petição) 15.556 e de outros 14 procedimentos relacionados ao caso Master. A medida atendeu a pedido do presidente do Supremo, Edson Fachin.
Segundo o g1, o relatório da PF reconstrói os passos de Vorcaro antes da operação. Em 16 de novembro de 2025, 2 dias antes da deflagração, o banqueiro registrou uma anotação questionando se uma pessoa tinha proximidade com o juiz federal Ricardo Soares Leite, responsável pelas medidas contra ele.
Na manhã seguinte, às 7h28, Vorcaro recebeu mensagens consideradas urgentes de seu advogado, Walfrido Warde. Pouco mais de uma hora depois, informou que marcaria um voo saindo de Congonhas.
