Rugas reveladoras que cobrem Mercúrio, o planeta mais próximo do Sol, sugerem que ele já foi um mundo maior que encolheu de tamanho e pode estar encolhendo mais do que os cientistas imaginavam.
O menor planeta do nosso sistema solar está a cerca de 58 milhões de quilômetros (36 milhões de milhas) do Sol, em média, e completa uma órbita ao redor da nossa estrela a cada 88 dias, de acordo com a Nasa.
O mundo rochoso formou-se a partir de redemoinhos de gás e poeira há aproximadamente 4,5 bilhões de anos. Os primórdios do nosso sistema solar foram caóticos, marcados por interações violentas, com uma infinidade de rochas espaciais orbitando o Sol colidindo com outros objetos.
Planetas recém-formados já são quentes, muito parecidos com lava vulcânica, mas a energia dessas colisões gera ainda mais calor. À medida que o calor escapa desses mundos ao longo do tempo, o interior de planetas como Mercúrio se contrai.
A superfície rachada de Mercúrio apresenta cicatrizes resultantes dessa contração os cientistas chamam essas cristas e penhascos de estruturas de encurtamento. Alguns desses penhascos podem atingir até 1,6 quilômetros de altura e se estender por centenas de quilômetros de comprimento.
Mas asteroides e cometas também bombardearam Mercúrio, crivando-o de crateras de impacto, muito semelhantes à superfície repleta de crateras da Lua da Terra.
