Os Correios formalizaram um novo pedido de empréstimo junto a bancos privados, no valor de R$ 7 bilhões, em mais uma tentativa de reequilibrar as contas da estatal, que vem acumulando prejuízos bilionários trimestre após trimestre. O financiamento ainda depende de um aval do Tesouro Nacional, que será o fiador da operação.
Procurados, os Correios confirmaram haver negociações em andamento, mas disseram que os detalhes só serão divulgados após a conclusão da operação.
“As condições financeiras da operação ainda estão em tratativas com as instituições envolvidas e, neste momento, não podem ser detalhadas. As informações oficiais serão divulgadas pela empresa oportunamente, após a conclusão das tratativas”, disse a empresa.
A informação foi divulgada pela Folha de S.Paulo e confirmada pelo Estadão.
Em dezembro de 2025, os Correios já tomaram um empréstimo de R$ 12 bilhões, com Itaú Unibanco, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, também com aval do Tesouro, para ganhar fôlego para o seu plano de recuperação.
Especialistas, contudo, ainda veem o projeto com desconfiança, já que a estatal, hoje, enfrenta forte concorrência de empresas estrangeiras, que ganharam mercado no comércio digital e fazem as próprias entregas.
Além desses recursos, o governo federal também reservou R$ 6 bilhões no Orçamento de 2027 para aportar na estatal.
