A Petrobras anunciou, na noite de quarta-feira (9), um reajuste de R$ 0,19 por litro na gasolina vendida às distribuidoras e o fim de um desconto de R$ 0,44. Horas depois, já na madrugada de quinta-feira (10), a empresa divulgou uma correção, informando que a alteração corresponderia apenas à suspensão do desconto, sem o reajuste inicialmente comunicado. A analista e editora de Economia da CNN Lucinda Pinto comenta o tema ao CNN Prime Time.
O recuo gerou desconfiança no mercado financeiro. Segundo Lucinda, a Petrobras não apresentou explicações claras para a mudança de posição, o que levou analistas e investidores a interpretarem o episódio como uma possível intervenção por parte do governo.
Impacto sobre a governança da Petrobras
Os relatórios elaborados por analistas após o episódio apontaram o que chamaram de “arranhão de governança” e levantaram dúvidas sobre a capacidade da empresa de tomar decisões de forma independente.
“Esse vai e vem soou para o mercado, para os analistas, como uma certa intervenção por parte do governo”, afirmou Lucinda Pinto. Ela ressaltou que, embora isso não tenha sido declarado oficialmente, ficou a sensação de que a empresa estaria “dando uma ajudinha para o governo”.
Lucinda Pinto lembrou ainda que, apesar de a Petrobras ser controlada pelo governo, trata-se de uma empresa de capital misto, com grande parte de suas ações nas mãos de investidores privados.
