A produtora Go Up Entertainment, responsável pelo filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), recebeu R$ 8,93 milhões de 5 dos principais remetentes identificados em seu fluxo financeiro de 10 de novembro e 30 de dezembro de 2025. O período analisado abrange as gravações do filme, feitas de 20 de outubro a 7 de dezembro de 2025.
A Polícia Federal investiga se houve irregularidade nos repasses. O ministro Flávio Dino, relator do caso “Dark Horse” no Supremo Tribunal Federal, retirou o sigilo da investigação nesta 5ª feira (10.set.2026). Eis a íntegra (PDF - 886 kB).
A lista inclui:
Moneycorp Banco de Câmbio;
GO7 Assessoria, Produção e Marketing Cultural;
Marcello de Oliveira Lopes, publicitário e ex-marqueteiro da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência;
NTT Brasil, empresa de tecnologia;
Mario Frias (PL-SP), deputado federal.
A movimentação financeira veio à tona nesta 5ª feira (10.set.2026), quando a Polícia Federal e a Controladoria Geral da União deflagraram a Operação Make Up, que investiga suspeitas relacionadas ao uso e à destinação de recursos públicos. PF e CGU apuram se houve irregularidades na aplicação de valores e na contratação de empresas relacionadas ao projeto.
Frias, produtor-executivo de “Dark Horse”, e Karina Gama, dona da Go Up Entertainment, estão entre os alvos da operação.
