Uma megaoperação realizada nesta quinta-feira, 10, em São Paulo, revelou a estrutura permite que celulares roubados ou furtados sejam rapidamente desbloqueados, adulterados, desmontados e recolocados no mercado. As informações são do Ministério Público de São Paulo (MPSP).
Batizada de Operação Frankmobile, a ação mobilizou mais de 1,7 mil agentes. É considerada, pelo governo paulista, a maior operação do gênero. A Justiça autorizou 84 mandados de busca e apreensão e sete de prisão temporária, cumpridos em São Paulo e Goiás. Também foi determinado o bloqueio de mais de R$ 5 milhões em bens e valores ligados aos investigados.
Os integrantes do MPSP afirmam que os valores podem ultrapassar R$ 400 milhões, já que a operação continua. Luis Fernando Bugica, promotor do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), fala em toneladas de celulares. "Não há como estimar ainda, já que foram vários caminhões com as peças e celulares roubados", informou a Oeste.
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A investigação, conduzida pelo Gaeco, durou mais de dois anos e identificou uma cadeia dividida em quatro núcleos. O objetivo da operação é atingir não apenas quem pratica o roubo ou furto nas ruas, mas a estrutura que torna o crime lucrativo ao absorver os aparelhos e recolocá-los em circulação.
