Um psiquiatra citado pela defesa afirmou nesta quinta-feira, em audiência do julgamento de sete profissionais de saúde pela morte de Diego Maradona em 2020, que a medicação que o ex-jogador recebeu durante sua internação domiciliar era a adequada para o seu quadro.
Maradona morreu em decorrência de uma parada cardiorrespiratória e de um edema pulmonar, durante uma internação cuja pertinência, condições e assistência estão sendo examinadas neste julgamento.
Durante as audiências iniciadas em abril, especialistas convocados pela acusação questionaram os psicofármacos administrados pela psiquiatra Agustina Cosachov, uma das acusadas, devido aos seus possíveis efeitos sobre as funções hepática, renal e cardíaca.
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Ao começarem, nesta semana, os depoimentos das defesas, o psiquiatra Aníbal Areco, convocado pelos advogados de Cosachov, contestou essa teoria.
“A causa da morte não pôde ser determinada, mas posso afirmar que não foi por intoxicação nem por uma questão medicamentosa”, disse ele nesta quinta-feira perante o tribunal.
Areco afirmou que “a indicação psicofarmacológica foi adequada para o quadro que o paciente apresentava” e que a dose administrada “não provoca cardiotoxicidade”.
