Após subirem mais cedo, as taxas dos DIs viraram para o negativo no fim da manhã e fecharam a quinta-feira (10) em baixa, com investidores reagindo a mais uma pesquisa eleitoral mostrando o fortalecimento da candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência.
O recuo das taxas futuras no Brasil esteve na contramão do exterior, onde os rendimentos dos Treasuries dispararam e o petróleo Brent voltou a ser negociado na faixa dos US$107 o barril.
No fim da tarde, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 13,61%, em baixa de 2 pontos-base ante o ajuste de 13,63% da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 14,13%, com recuo de 8 pontos-base ante 14,213%.
No início do dia as taxas chegaram a subir no Brasil, em sintonia com o exterior, mas no fim da manhã elas viraram para o território negativo, em meio a especulações no mercado de que uma nova pesquisa mostraria o avanço de Flávio na disputa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Na mínima do dia, a taxa do DI para janeiro de 2035 atingiu 14,045% (-17 pontos-base) às 12h - antes mesmo da divulgação da pesquisa.
Às 14h30 a pesquisa AtlasIntel/Bloomberg mostrou Flávio com 46,4% das intenções de voto em um segundo turno, contra 46,2% de Lula. No levantamento anterior os percentuais eram de 42,6% e 47,1%, respectivamente.
