O presidente da Fifa, Gianni Infantino, pode contar com votos suficientes para vencer a reeleição, o que significa que seus opositores precisarão mudar de estratégia.
O novo foco passa a ser limitar os poderes do cargo, o que configura uma reviravolta brusca, semanas depois de figuras importantes do futebol acreditarem que sua posição era insustentável, disseram fontes à Reuters.
“Há três semanas, eu achava que ele estava morto politicamente”, disse uma fonte com conhecimento direto das discussões entre dirigentes de alto escalão, sobre as chances de Infantino se manter no cargo.
“O que eu não percebi foi o quanto, depois de 10 anos no poder, as relações que ele construiu são praticamente inquebráveis”, completou a mesma fonte.
Colapso da venda de participação na Copa abalou Infantino
O suíço-italiano Infantino, de 56 anos, enfrentou o maior desafio à sua presidência neste ano, após o colapso de sua proposta de vender uma participação de 20% nas competições da Fifa, incluindo a Copa do Mundo, a investidores privados.
O plano provocou forte oposição, com a Uefa, a Confederação Asiática de Futebol e a Concacaf, da América do Norte, entre as entidades que pediram mudanças na cúpula da Fifa.
Diversas federações nacionais europeias retiraram o apoio à reeleição de Infantino desde então, com a França se tornando a mais recente a fazê-lo, nesta quinta-feira.
