SÃO LUÍS - O clima é de incerteza no Tribunal de Justiça (TJ) do Maranhão quanto ao contrato com o Banco de Brasília (BRB) para a conta de depósitos judiciais que somam quase R$ 3 bilhões. E a incerteza pesa exatamente sobre manter ou não o acordo com o banco que está atrelado às fraudes do Banco Master.
Na verdade, essa possibilidade de rescisão de contrato entre o TJ e o BRB foi pauta de uma reunião extraordinária feita pelo então presidente do tribunal, desembargador Froz Sobrinho, com os demais magistrados. Ela aconteceu assim que Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, foi preso em 16 de abril na quarta etapa da Operação Compliance Zero.
Na ocasião, Froz Sobrinho apresentou relatório aos desembargadores mostrando que alguns pontos do contrato não estão sendo cumpridos pelo BRB a exemplo de ter uma agência no Maranhão. A ideia é usar o não cumprimento das cláusulas para romper logo com o banco e evitar transtornos caso o BRB tenha problemas maiores para honrar os compromissos.
Mesmo mostrando um cenário que pode se complicar, o então presidente do TJ foi demovido a tentativa de rescindir o contrato. Motivo?
