A Polícia Federal investiga se o senador Flávio Bolsonaro (PL) deixou o Brasil na manhã de 27 de outubro em um jatinho ligado ao seu amigo e advogado Willer Tomaz, alvo de investigação por suspeitas de lavagem de dinheiro relacionado a negócios envolvendo bets. Os 2 estão proibidos de se comunicar por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. O congressista não é foragido da Justiça -não há mandado de prisão contra ele.
De acordo com informações do “Fantástico”, da TV Globo, uma das linhas de investigação indica que o candidato derrotado à Presidência pegou carona em um Cessna Citation Excel, de prefixo PR-AAA. O voo saiu de Brasília às 5h05 de 27 de outubro e pousou em San Fernando, na Argentina, às 8h40 do mesmo dia. San Fernando fica a cerca de 1.200 km de Puerto Iguazú, de onde decolou o jatinho Gulfstream G400, de prefixo LV-JQW, que levou o congressista e sua família para Miami, nos Estados Unidos.
Não fica claro pela reportagem do “Fantástico” como Flávio viajou dentro da Argentina nesse cenário. A apuração diz que teria sido por avião. A TV Globo afirma também que Fernanda Bolsonaro, mulher do senador, e as duas filhas do casal viajaram em um voo separado, de Brasília para Cascavel (Paraná), em 27 de outubro. Uma van pegou as 3 no aeroporto. Entende-se que elas atravessaram a fronteira entre Brasil e Argentina por terra.
