A atual composição do Supremo Tribunal Federal (STF) é resultado de escolhas feitas por cinco presidentes da República ao longo de mais de duas décadas. Dos dez ministros atualmente em exercício, quatro foram indicados por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em seus três mandatos; dois por Dilma Rousseff (PT); dois por Jair Bolsonaro (PL), um por Michel Temer (MDB) e um por Fernando Henrique Cardoso (PSDB), em dois mandatos. A 11ª cadeira está vaga.
FHC governou entre 1995 e 2002. Lula o sucedeu em 2003 e governou até 2010. Em seguida, Dilma assumiu e permaneceu entre 2011 e 2016, ano em que sofreu impeachment e foi substituída pelo vice, Michel Temer. Ele governou entre 2016 e 2018. Jair Bolsonaro venceu as eleições em 2018 e foi presidente entre 2019 e 2022.
As últimas turbulências na Corte fizeram ampliar o debate sobre a duração dos mandatos de cada ministro, que atualmente vai até a aposentadoria de cada um, aos 75 anos.
A Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo, o Instituto dos Advogados de São Paulo e a Associação de Advogados formularam uma proposta de mudanças no STF. Participaram da elaboração juristas como os ex-ministros do STF, Cézar Peluso e Ellen Gracie. Entre as sugestões, está o limite de 12 anos para o mandato de cada ministro, conforme revelou em Oeste o jurista Ives Gandra da Silva Martins.
O integrante mais antigo do STF é Gilmar Mendes.
