O governo de Donald Trump exigiu que o Brasil não prendesse ou impedisse “arbitrariamente” que “dissidentes políticos” disputassem as eleições presidenciais de 2026.
As informações foram divulgadas pelo jornal O Estado de S. Paulo nesta quinta-feira (17). Segundo documento obtido pela publicação, o governo dos Estados Unidos apresentou uma lista de 21 exigências ao Brasil em outubro de 2025.
O texto, entregue em Washington durante reuniões para tentar reverter o “tarifaço” de 50% imposto pelos americanos, causou forte mal-estar no governo brasileiro, que considerou a iniciativa uma ingerência direta em assuntos internos do país.
Embora a maior parte da pauta trate de temas econômicos, quatro pontos avançam diretamente sobre a política interna e o Judiciário brasileiro, conforme revelou o Estadão:
Eleições de 2026: compromisso com um pleito “livre e justo” e a não restrição a opositores, demanda interpretada por diplomatas como uma tentativa de favorecer Jair Bolsonaro, condenado pelo STF por tentativa de golpe.
Ataque às decisões do STF: exigência para que o Brasil não aplique multas ou punições extraterritoriais a cidadãos e empresas dos EUA sob amparo da Primeira Emenda americana, reagindo diretamente às ordens do ministro Alexandre de Moraes contra redes sociais.
Garantias às Big Techs: regras mais rígidas para remoção de conteúdo e direito de defesa prévio para plataformas digitais americanas.
